Artigo escrito por Rodnei Domingues

A velocidade com que a taxa de inovação cresce está cada vez mais acelerada e com os novos softwares que irão impactar na maioria dos negócios, as mudanças serão ainda mais rápidas e todos os segmentos serão atingidos.

A capacidade de inovação e de gerar melhorias deverá ser 10 vezes mais veloz do que foram nos últimos 3 anos.

OS NOVOS MODELOS DE NEGÓCIOS

Muitos modelos de negócios tradicionais serão drasticamente impactados pelas novas tecnologias e serão extintos. Outros terão que promover mudanças substanciais para se manterem no mercado.

Mesmo as grandes empresas multinacionais não têm garantia de que permanecerão no mercado. As novas matrizes tecnológicas são implacáveis e não poupam nem as grandes marcas.

A Kodak tinha 85% do mercado fotográfico no ano 2000, em apenas três anos, uma nova matriz tecnológica decretou a diminuição drástica da empresa. O mesmo irá acontecer com muitas outras empresas nos próximos dez anos.

O maior grupo hoteleiro do planeta na atualidade, o Airbnb, não tem a propriedade de um único quarto.

A plataforma tecnológica IBM Watson oferece aconselhamento jurídico básico nos EUA, com precisão maior que a obtida por profissionais da área, isso significa que apenas os advogados especialistas sobreviverão.

A mesma plataforma, Watson, orienta diagnósticos de câncer com mais precisão e eficiência do que profissionais da saúde podem oferecer.

As impressoras 3D que nos últimos anos tiveram seu custo reduzido de US$18.000 para US$ 400 e que concomitantemente tornaram-se 100 vezes mais rápidas, ameaçam de extinção as empresas de manufatura que não incorporarem rapidamente essa tecnologia aos seus processos. Atualmente as principais empresas de calçados já imprimem seus produtos em 3D.
Estima-se que as impressoras 3D irão contribuir para o desaparecimento de 70% dos empregos relacionados a manufatura.

A INTERNET DAS COISAS (ou IoT - Internet of Things)

A expressão "internet das coisas", criada no MIT Auto-ID Laborator em 1999 por Kevin Ashton, pode ser definida como um ecossistema de tecnologias de monitoramento do estado de objetos físicos. Seu funcionamento consiste em capturar os dados significativos de algo tangível e transmitir essas informações pelas redes IP para os sistemas de destino, que poderão controlar remotamente ou compartilhar os dados instantaneamente.

A internet das coisas pode ser explicada como um meio de comunicação imediata que informa o que acontece com um objeto, bem ou produto a uma base controladora ou de monitoramento.

Os benefícios dessa tecnologia são:

- Maior produtividade e eficiência operacional

- Tomar conhecimento imediato dos fatos e poder decidir a tempo de reverter uma tendência.

- Monitorar os objetos a distância e conhecer seus fluxos.

O que permite que isso aconteça é o RFID (Radio-Frequency IDentification), um método de identificação automática através de sinais de rádio, recuperando e armazenando dados remotamente através de dispositivos denominados "etiquetas RFID".

Até 2025 uma boa parte dos produtos estarão com essas etiquetas. Com isso será possível saber exatamente onde está cada produto (no distribuidor, na loja ou na casa do consumidor). Se ele foi consumido ou se está vencendo e ainda se foi descartado corretamente ou não.

AS VINTE GRANDES EVOLUÇÕES

Até 2020, alguns produtos e serviços de alta tecnologia estarão em testes avançados ou totalmente disponíveis. São tecnologias que já foram testadas e que estão sendo implantadas.

A lista que se segue é resultado da seleção e previsões do DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency) e do "The Next Web".

1-Comunicação sem barreiras

Grandes investimentos em tecnologia de tradução permitirá que antes de 2020, seja possível falar com qualquer pessoa do mundo, em qualquer idioma, usando aplicativos de tradução simultânea aperfeiçoados.

2-Previsão de trânsito

Por meio de informações de arquivo, sensores de estradas e GPS, a IBM já desenvolveu um programa piloto que antecipa os congestionamentos uma hora antes que ocorram. Os testes realizados já provaram o sucesso do programa.

3 - Robôs treinadores

Pesquisadores da Austrália já estão testando drones que acompanham os atletas em treinamento, estabelecendo o ritmo, informando recordes, filmando e monitorando sinais vitais

4 - Regeneração de materiais

Imagine uma ponte danificada com a capacidade de se auto reparar. Na Universidade de Michigan, o engenheiro Victor Li desenvolveu um novo material, feito com microfibras, com alta flexibilidade, capaz de torcer sem quebrar e que se regenera ao entrar em contato com a água da chuva e dióxido de carbono.

5- Tela digital flexível

Já é possível produzir e reproduzir textos e imagens sobre uma tela de plástico digital flexível, dessa forma as telas serão substituídas por um dispositivo que pode ser enrolado para ser aberto apenas quando for usado.

6 - Sem senhas

A IBM projeta que em menos de cinco anos, será possível substituir completamente o modelo de identificação por senha, pelo uso de aplicativos de reconhecimento facial, scan de retina, confirmação de voz e até de batimentos cardíacos.

7 - Borracha bacteriana

Pesquisas recentes, feitas pela empresa de biotecnologia Genencor, desenvolveram uma bactéria que produz grandes quantidades de isoprene, o ingrediente principal da borracha. A Goodyear, parceira nas pesquisas, já está testando protótipos de pneus feitos com esse material.

8 - Roupa limpa

Na China, já foi desenvolvido uma espécie de tecido, feito com dióxido de titânio, para ser usado como revestimento de roupas. O tecido ajuda a eliminar manchas e bactérias que produzem odor ao reagir com a luz solar.

9 - Drones

O aparelho voador, controlado à distância, já está em uso e se multiplicará em diversas funções, de domésticas a governamentais. Já está em processo de implantação, por exemplo, um "exército de drones" no Chitwan National Park do Nepal. Com câmeras e GPS, esses drones terão a missão de monitorar os rinocerontes indianos, impedindo sua extinção.

10 - Zettabytes

Em 2010, o International Data Corporation anunciou que o volume de informações digitais do planeta já tinha alcançado, pela primeira vez, um zettabyte, ou 1 seguido de 21 zeros. Até o final deste ano, esse número já será de 2,7 zettabyte. Se cada byte fosse um grão de areia, seria possível construir, com esse número, 400 estádios de futebol.

11- Controle do vício

Já estão sendo feitos estudos que procuram replicar o conceito das vacinas para usuários de drogas, partindo do fato que de o sistema imunológicos é capaz de detectar e neutralizar substâncias estranhas. O conceito já foi testado com sucesso em ratos.

12 - Carne sintética

Biz Stone, o cofundador do Twitter, está investindo na empresa Beyond Meat, que já produz experimentalmente carne sintética de baixo custo e idêntica à versão original. O jornalista Mark Bittman, do New York Times, participou de um teste e foi completamente enganado.

13 - Check-up on-line

A tecnologia para medir on-line batimentos cardíacos, taxas de respiração, pressão sanguínea e testes de saliva já existe com sucesso. É uma questão de tempo para que a indústria médica adote aplicativos de smartphone, por exemplo, para que todos possam monitorar seus principais sinais vitais.

14 - Livros digitais

Em 2010, o Google já planejava transformar todos os 130 milhões de livros existentes no planeta em arquivos digitais. Mas em 2016 ainda faltavam 110 milhões de livros. O processo continua, principalmente devido às novas tecnologias de armazenamento. Para ter toda a biblioteca da humanidade conservada não será necessário mais do que o espaço de uma mochila.

15- Fazendas verticais

O Instituto Future Food Production já possui tecnologia para construir fazendas verticais, dispostas em arranha-céus será uma das soluções adotadas para suprir a necessidade de 9 bilhões de habitantes previstos em 2050.

16 - Impressora 3D

Já existem e são utilizadas por dentistas que reproduzem o formato de dentes para fazer implantes. Mas a tecnologia está em grande desenvolvimento e as impressoras 3D podem, em breve, ter uso doméstico, utilizando materiais como titânio, borracha e plástico. A ponto de ser possível "imprimir" a peça de um carro, por exemplo, sem precisar recorrer à concessionária.

17 - A cura da radiação

O Departamento de Defesa americano já submeteu à aprovação do FDA uma medicação capaz não só de prevenir a degeneração das células por radiação nuclear como, também, promover a recuperação de deficiências ósseas.

18 - Controle das epidemias

Nesse ano, o National Human Genome Research anunciou que já é possível identificar, em tempo real, as mutações de bactérias e vírus. Em breve, esse recurso permitirá determinar a velocidade de contágio de uma doença e rapidamente detê-la, evitando epidemias.

19 - Supersônicos comerciais

As longas viagens de avião estão com os dias contados. Estarão de volta os supersônicos para transporte de passageiros, usados décadas atrás (como o Concorde), mas sem viabilidade comercial. Os novos supersônicos, com capacidade para 300 passageiros, utilizam uma nova mistura de combustível que já foi testada no Mojave Air & Space Port em 2008. Em breve, uma viagem entre Nova York e Londres não demorará mais do que duas horas.

20 - Smarthomes

Shwetak Patel, pesquisador do Instituto MacArthur, anunciou o desenvolvimento de um aplicativo de baixo custo capaz de monitorar em tempo real o consumo doméstico de eletricidade, água e gás. Esse recurso permitirá uma grande economia destes insumos e o aplicativo deverá estar disponível até o ano que vem.

O SEGMENTO AUTOMOTIVO E DE TRANSPORTE

O Uber constitui hoje a maior empresa de táxis do mundo e isso é apenas o começo do que está por vir.

Os primeiros carros autônomos estarão no mercado em 2018 e em 2020, e viabilizarão o uso de carros compartilhados, o que irá desestimular a propriedade dos veículos.

Um aplicativo permitirá que um veículo sem motorista vá buscar e transportar as pessoas para onde elas desejarem. Esses veículos não precisarão estacionar, o usuário pagará apenas pela distância percorrida e poderá fazer outras tarefas durante o deslocamento.

As empresas de tecnologia (Tesla, Apple, Google) construirão computadores sobre rodas e entre as maiores empresas do segmento automotivo em 2030, estarão novos nomes que nunca estiveram presentes nesta lista.

Os carros elétricos com baterias retroalimentadas irão dominar o mercado na próxima década. Combustíveis tradicionais como gasolina e diesel, não terão participação significativa na nova matriz energética dos automóveis.

Os veículos serão movidos por eletricidade e a energia elétrica será produzida a partir de fontes não fósseis. A demanda por petróleo e gás natural cairá dramaticamente e será direcionada para fertilizantes, fármacos e produtos petroquímicos. Neste cenário, as empresas de O&G que não se verticalizarem simplesmente desaparecerão.

O SEGMENTO BANCÁRIO E OS NOVOS MEIOS DE PAGAMENTO

Estamos vendo Apple Pay crescendo e a Samsung Pay apertando a Apple na Ásia por conta do número de celulares Android e novas formas de pagamento agitando o mercado ainda mais e incomodando as gigantes (Cielo e Rede e seus bancos) do setor, por isso as fintechs (startups que criam inovações na área de serviços financeiros) que não incomodavam os bancos, estão na mira deles em todo o mundo.

Os principais modelos tradicionais de transações bancárias, vão deixar de existir nos próximos dez anos e o Bitcoin tem tudo para ser a principal causa dessa extinção.

A Bitocoin, também conhecida pela sigla BTC, é uma unidade de valor virtual criada por Satoshi Nakamoto em 2009. Significa moeda bit (Bit = unidade de informação + Coin = moeda).

A Bitcoin não é apenas uma moeda é também um protocolo e um software que possibilita transações peer-to-peer instantâneas, sem a necessidade da intermediação de uma instituição financeira. A Bitcoin tem taxas de processamento baixíssimas para operações complexas e nulas para as transações do dia, por essa razão esse modelo tem tudo para substituir, nos próximos dez anos, os modelos bancários tradicionais que conhecemos.

Além das soluções universais, haverá espaço para os "nichos" com foco em segmentos e serviços específicos. As plataformas Vindi, Konduto, Smartbill, Asaas e Concil que escolheram esse caminho estão provando que pode dar certo.

A substituição dos modelos de intermediação bancária por sistemas de transferências inteligentes, vai permitir a entrada dos mais diversos "players" nesse jogo. Por essa razão podemos apostar que a maioria dos atuais grandes bancos, certamente não estarão entre as maiores instituições financeiras em 2025.

O SEGMENTO DE SEGUROS

As maiores operadoras de seguros da próxima década, ainda não nasceram ou estão na fase embrionária. O ramo de seguros é um dos que tem maior probabilidade de ser muito impactado pelo novo modelo de negócio proporcionado pelas novas tecnologias.

As operadoras do futuro irão apenas administrar os recursos provenientes dos prêmios pagos pelos seus segurados, cobrando uma taxa baixíssima por esse serviço. Deverão surgir produtos cujos riscos serão compartilhados pelos segurados, isso significa que o valor da indenização no caso de sinistro será pago não só com base no valor do objeto do seguro, mas também no caixa do grupo.

A vantagem do risco compartilhado será a possibilidade de todos receberem a maior parte do valor pago pelo seguro de volta, se não acontecer sinistros no grupo.


Publicado por Rodnei Domingues

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